sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Let's just face it: I'm a huge mess!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Geração 'clueless'

Em conversa com alguns amigos numa madrugada produtiva, percebi que minha geração pode estar um pouco perdida no que diz respeito a relacionamentos, isto porque chegamos à conclusão de que não temos um padrão de regras sociais que guiem nosso comportamento.
Por exemplo, até meados do século XX, as regras eram bastante claras: as pessoas namoravam em casa, na presença da família, e com intenção de se casarem; sexo era o tabu definitivo; a sociedade era machista por definição e o papel da muher era basicamente cuidar da casa, dos filhos e do marido.
No fim dos anos 60 tivemos a 'queima de sutiãs' (que não foram queimados de verdade), onde mulheres questionaram a visão arbitrária dos padrões de beleza, considerados opressores, e esta 'revolução' foi logo associada à liberação sexual feminina. Nesta época houve a popularização do movimento feminista, onde as muheres queriam ser consideradas iguais aos homens, na política, no mercado de trabalho, no ambiente familiar etc.
Nos anos 70 conhecemos o 'f'lower power', onde os hippies cultuavam a paz e o amor, levando a questão da liberdade sexual até as últimas consequências. Aqui a regra era a total ausência de regras, mas, apesar disso, ainda contávamos com uma estrutura patriarcal rígida que não incentivava esse comportamento.
Hoje, depois das constantes mudanças nas regras sociais, temos uma geração que não sabe mais quais regras seguir - na verdade, que não sabe nem se ainda há regras pra serem seguidas. Acredito que se pode dizer inclusive que os papéis sociais do homem e da mulher estão sujeitos a uma rediscussão permanente.
Como disse o filósofo Gilles Lipovetsky, "o novo não reside no aparecimento de um universo unissex, mas em uma sociedade aberta, em que as normas, plurais e seletivas, são acompanhadas de estratégias heterogêneas, de margens de liberdade e de indeterminação", mas, apesar dessa indeterminação, ainda há a permanência da supervalorização do amor por parte da maioria das mulheres. E, em bom português, isso fode tudo.
É difícil encontrar, em uma sociedade teoricamente desregrada quanto a comportamento romântico (romântico?), alguém que corresponda às suas expectativas, exatamente porque as expectativas não são um senso comum. Hoje existe uma vontade incontrolável de seguir o carpe diem, e, aparentemente, aproveitar a vida e se relacionar com alguém de uma maneira mais profunda é uma questão paradoxal.
Eu sei que, sendo como sou, estou numa época bastante confusa, porque não sei se continuo acreditando no sexo oposto, se continuo tendo expectativas quanto aos homens e se coninuo tentando entendê-los ou se simplesmente os declaro um caso perdido.
E, pra ser sincera, a última opção está se tornando cada dia mais inevitável.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Válvula de escape

Nesses dias em que o calor me tira do sério (e não há janelas abertas que diminuam a sensação de sufocamento), em que ler um livro está fora de cogitação, em que não há nada pra jantar, em que a angústia e a ansiedade tomam conta do meu corpo de um jeito que não é possível controlar, em que ver os seus amigos não te deixa melhor nem mais feliz, em que o possível programa não acontece, em que não há nada passando na televisão, em que o seu time está perdendo de virada, em que a sua família sai pra jantar num dia gostoso pra comer na varanda de um restaurante aconchegante, em que voce se sente absolutamente sozinha, sem colo nem cafuné, é que se dá importância pras pessoas que estão sempre lá, não importa seu humor.
Acho q eu estou carente de carinho, e com saudades de casa.. =/